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05 de junho de 2026
Advogado baleado por mulher de policial deixa condomínio por medo: ‘Me sinto inseguro’
Manaus
05 de junho de 2026

Advogado baleado por mulher de policial deixa condomínio por medo: ‘Me sinto inseguro’

“Eu não me sinto seguro de voltar para minha casa. Me sinto totalmente numa situação de impotência, de medo e não consigo ir para lá, vou pedir ajuda de algumas pessoas para retirar minhas coisas, mas eu não consigo voltar para lá”.

Esse é o depoimento do advogado Ygor de Menezes Colares, de 35 anos, que foi baleado após tentar apartar uma briga entre a babá de seu filho e a mulher de um policial. A confusão aconteceu na noite de sexta-feira (18), em um condomínio de Manaus.

As marcas do soco e do tiro contra o advogado ainda são visíveis. Em nova entrevista à Rede Amazônica, Ygor conta que saiu de casa junto com a família.

“Estou aqui vivo, mas muito abalado, ainda estou em choque com tudo isso que aconteceu, mas eu espero que seja feita Justiça, nada além disso”, disse.

Ygor relatou que o desentendimento entre a sua funcionária e o casal de vizinhos começou há algumas semanas, supostamente motivado por fofocas.

Prisões

Os agressores são o investigador Raimundo Nonato Machado e a mulher dele, Jussana Machado. O casal está preso.

O delegado Paulo Cesar Ferreira prendeu Jussana em flagrante por disparo de arma de fogo, porte ilegal, lesão corporal e ameaça. Em depoimento, ela contou que a briga começou porque não gostou de comentários feitos pela babá. E que estava arrependida.

No sábado (19), o promotor Daniel Leite Brito pediu a prisão do policial. No despacho, ele considerou que o delegado responsável agiu para dificultar a compreensão exata dos fatos e omitiu pelo menos três crimes, entre eles, tentativa de homicídio.

A Justiça aceitou todos os argumentos da promotoria e decretou a prisão do policial, que se entregou na manhã deste domingo (20).

A prisão preventiva dele foi mantida após audiência de custódia, ele foi levado para a carceragem da Polícia Civil do Amazonas, onde permanecerá à disposição da Justiça.

*Com informações G1

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