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14 de julho de 2026
Além de se comunicar por cartas, Lula concedeu 22 entrevistas enquanto esteve preso
Política
14 de julho de 2026

Além de se comunicar por cartas, Lula concedeu 22 entrevistas enquanto esteve preso

Durante os 580 dias em que esteve preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, de 7 de abril de 2018 a 8 de novembro de 2019, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu 22 entrevistas a veículos brasileiros e estrangeiros e divulgou 22 cartas com conteúdo político e eleitoral, segundo levantamento do Instituto Lula.

Em maio de 2018, já havia meses preso, descartou ser substituído na disputa presidencial: “Admitir um plano B para o PT seria assumir um crime que não cometi.” Em 15 de agosto de 2018, o PT registrou oficialmente sua candidatura à presidência no TSE com Fernando Haddad como vice, enquanto ele ainda cumpria pena.

 O ex-juiz Sergio Moro acrescentou que Lula recebeu 572 visitas em 2018, incluindo 21 do próprio Haddad, que “concediam longas entrevistas sobre o que Lula havia falado” logo em seguida.

Os dados estão servindo de sustentação jurídica por parte da oposição após o ministro Alexandre de Moraes, do STF, suspender por 90 dias as visitas do senador Flávio Bolsonaro ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar humanitária em Brasília. A medida foi tomada após Flávio ler publicamente uma carta de Bolsonaro em apoio à sua pré-candidatura à presidência.

Em transmissão ao vivo, Flávio usou os dados de Lula para questionar o tratamento diferenciado. “O Lula podia fazer tudo. Deu entrevista, recebia visita todos os dias sem problema nenhum. E qual o critério agora com o presidente Bolsonaro?”.

Flávio também listou as restrições impostas ao pai. Os filhos só podem visitá-lo às quartas e aos sábados, por duas horas. Aos domingos, nenhuma visita é permitida. Os advogados têm acesso uma vez por dia, por 30 minutos. A carta divulgada na semana passada era a quinta escrita por Bolsonaro desde o início da prisão domiciliar.

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