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26 de junho de 2026
Braga e Omar vão votar a favor da indicação do comunista Flávio Dino ao STF
Política
26 de junho de 2026

Braga e Omar vão votar a favor da indicação do comunista Flávio Dino ao STF

A indicação do Ministro da Justiça, Flávio Dino, para vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) tem gerado polêmica e divisão entre os senadores do Amazonas. Enquanto Omar Aziz (PSD) e Eduardo Braga (MDB) são favoráveis a sua nomeação, Plínio Valério se manifesta contra o indicado do presidente Lula (PT).

Omar Aziz e Eduardo Braga envergonham o Amazonas ao defenderem que Flávio Dino é um nome adequado para a Suprema Corte. No entanto, críticos apontam que Dino, que é comunista, teve uma atuação controversa como ministro da Justiça e como governador do Maranhão, além de ser considerado autoritário.

É importante ressaltar que, dos três senadores do Amazonas, apenas Plínio Valério (PSDB) já se posicionou afirmando que não votará em Flávio Dino. No entanto, a expectativa é de que o indicado seja aprovado, uma vez que Omar Aziz (PSD) e Eduardo Braga (MDB) são membros da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), responsável pela sabatina do indicado, e ainda votam em plenário. Ou seja, o voto deles tem peso dobrado no Senado.

Histórico de Dino

A decisão de indicar Flávio Dino para o STF é controversa e tem dividido opiniões. Enquanto alguns acreditam que ele é um nome qualificado para ocupar a cadeira de ministro, outros expressam preocupação com sua conduta e trajetória política.

Uma das preocupações levantadas pela oposição é o possível viés político que Dino poderia trazer para o STF. Durante a Operação Lava Jato, surgiu a informação de que o ex-funcionário da Odebrecht, José de Carvalho Filho, afirmou ter pagado R$ 400 mil a Flávio Dino quando ele ainda era deputado federal. O objetivo do pagamento seria obter apoio para um projeto de lei de interesse da empreiteira. Dino teria recebido o dinheiro e até mesmo ganhado um apelido na planilha de propinas da empresa.

Embora não haja informações públicas sobre os resultados dessa delação, o fato de existir essa denúncia já levanta preocupações sobre a integridade do indicado ao STF. A possibilidade de um ministro da Suprema Corte estar envolvido em esquemas de corrupção é algo alarmante para todos os brasileiros.

Outro ponto de condenável é a conduta de Dino quando foi governador do Maranhão durante a pandemia de Covid-19. Enquanto estava no comando do Estado, Dino gastou R$ 9,3 milhões na compra antecipada e sem licitação de 70 respiradores mecânicos que nunca foram entregues. A Controladoria-Geral da União (CGU) constatou um superfaturamento de quase 150% em relação ao preço médio de um respirador mecânico.

AM POST 

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