A informação foi divulgada pela jornalista Andréia Sadi, do GloboNews. Segundo a reportagem, a movimentação ocorre diante do temor de que o avanço das investigações leve Vorcaro a fechar um acordo de delação premiada.
Nesse tipo de acordo, o investigado colabora com as autoridades em troca de benefícios judiciais, como a redução de pena, e pode revelar a participação de outras pessoas no caso, incluindo políticos.
Nesta quinta-feira (12), a defesa do banqueiro negou que ele esteja negociando qualquer tipo de delação.
Daniel Vorcaro foi preso no dia 4 de março por ordem do ministro André Mendonça, que assumiu a relatoria do chamado caso Master após o ministro Dias Toffoli deixar o processo. O banqueiro está detido em uma cela isolada em um presídio federal de segurança máxima na capital federal.

O caso começará a ser analisado nesta sexta-feira (13) pela Segunda Turma do STF, que decidirá se o investigado continuará preso ou se poderá responder ao processo em liberdade.
Além de André Mendonça, integram o colegiado os ministros Gilmar Mendes, Nunes Marques e Luiz Fux. Dias Toffoli se declarou suspeito para participar da análise do caso.
Nos bastidores, interlocutores políticos estariam tentando mapear os votos dos ministros para construir uma maioria favorável à soltura do banqueiro. Com a saída de Toffoli do julgamento, a Segunda Turma passa a decidir o caso com quatro ministros. Em caso de empate, a decisão beneficia o réu, o que poderia resultar na libertação de Vorcaro.
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