BRASIL – Carros importados, jet ski, viagens e muito dinheiro vivo. O luxo patrocinado pelo tráfico de drogas ditava o ritmo de vida dos membros da associação criminosa liderada por um integrante batizado da facção criminosa carioca Comando Vermelho (CV). Um dos bandidos tinha o hábito de usar as redes sociais para ostentar a rotina sofisticada mantida com a venda de cocaína e maconha, principalmente para pequenos traficantes que agem na área central da capital da República.
Vídeos e fotos obtidos em primeira mão pelo Metrópoles mostram como um dos integrantes do esquema criminoso gostava de torrar o dinheiro faturado com o tráfico de drogas. O homem, de 20 anos, tinha como função controlar a logística do bando. Ele era responsável por processar a droga, dividi-la e realizar o transporte. Os carros de luxos eram usados para fazer o chamado delivery.
Na avaliação dos traficantes, os veículos tinham menos chance de serem abordados durante o trajeto de uma casa na Colônia Agrícola Samambaia até o centro de Brasília. O braço direito do integrante do CV costumava circular pelo DF com grandes quantidades de dinheiro dentro do veículo. Ele fazia questão de filmar os maços com notas de R$ 100 e postar em suas redes sociais.
Aos 20 anos, o homem já tinha registrado em seu nome alguns veículos importados, como uma BMW 320i apreendida por equipes da Seção de Repressão às Drogas (SRD) da 5ª Delegacia de Polícia (Área Central), durante a Operação Sem Comando, deflagrada na sexta-feira (16/7). Ainda constavam como propriedade do traficante um jet ski e outros carros importados.

O criminoso costumava registrar momentos de glamour, como festas regadas a bebidas caras e drogas, além de viagens e dias de sol em piscinas. Mesmo com o padrão de vida elevado, o suspeito afirmou à PCDF que ganhava muito dinheiro e construiu o patrimônio trabalhando como prestador de serviços, fazendo a manutenção de aparelhos celulares.
Quando os policiais prenderam o suspeito, em flagrante, por volta de 6h, ele já estava de pé. No momento da prisão, o rapaz estava “picando” partes dos tijolos de maconha para serem embalados e depois distribuídos a outros traficantes que costumavam comprar a droga do grupo criminoso.
Fonte: Metrópoles
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