Na manhã desta terça-feira (11), a Secretaria de Segurança Pública do Estado do Amazonas anunciou os resultados de uma operação conjunta entre a Polícia Civil e a Polícia Militar para combater a apologia ao crime e a criminalidade relacionada ao ‘foguetório’ ocorrido na noite de segunda-feira (10). A ação resultou na prisão de 25 pessoas e na apreensão de 26 menores, além de uma grande quantidade de explosivos, quase mil caixas de fogos de artifício, uma arma de fogo e drogas na região do Viver Melhor, zona norte da capital.
O Secretário de Segurança Pública do Amazonas, Coronel Vinicius, destacou a gravidade da situação e a necessidade de medidas mais eficazes no combate ao crime. “A nossa parte a gente tem feito, mas é frustrante você prender todo ano, sabendo que vai sair pela porta da frente. É importante destacar a indignação da sociedade em relação a essa situação. Nós, como profissionais, também nos sentimos indignados. Historicamente, já apreendemos mais de 43 toneladas de drogas, quase dobrando a quantidade do ano passado, que representou cerca de 70% das apreensões na região”, afirmou.
Ainda em tom de incorfomidade, o coronel alegou “ A nossa parte a gente tem feito, mas é frustrante você prender todo anos, ano passado foi mais de cem, sabendo que vai sair pela porta da frente porque a legislação é frouxa e permissiva.”…
Apesar dos resultados expressivos das operações policiais, o coronel questionou as limitações impostas pela legislação brasileira. “Mesmo com essas grandes apreensões, ainda nos sentimos frustrados. O problema do tráfico de drogas não é exclusivo do Amazonas. É necessário dividir responsabilidades e reconhecer o papel de cada órgão”, disse ele. O Secretário afirmou que todos os presos assinaram Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO).
Durante a coletiva, o Delegado Geral, Bruno Fraga, reforçou a importância do apoio da população e de mudanças na legislação. “Queremos que a sociedade continue confiando em nosso trabalho. No entanto, é crucial que a população também exija alterações nas leis que regem a segurança pública”, destacou.
Um dos maiores desafios apontados pelas autoridades é a reincidência criminal. Mesmo com prisões frequentes, muitos criminosos são rapidamente soltos devido à fragilidade das leis. “A justiça muitas vezes fica limitada. Não podemos encarcerar alguém sem as devidas provas legais”, explicou Bruno Fraga. Segundo ele, nas últimas operações, mais de 50 pessoas foram conduzidas à delegacia por apologia ao crime, mas muitas foram liberadas em seguida.
As autoridades reiteraram o pedido para que os legisladores revisem as leis e fortaleçam o sistema penal. “É inadmissível que nossos esforços resultem em retrabalho. A prisão de indivíduos com histórico criminal extenso se tornou rotina”, lamentou o delegado. O governo estadual reforçou o compromisso em continuar as ações para coibir a criminalidade e garantir a segurança da população.
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