Manaus- Nesta última terça-feira, (5), a Justiça do Amazonas foi proibida pelo presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Humberto Martins, que decrete novas medidas de busca e apreensão contra o ex-prefeito de Manaus (AM), Arthur Virgílio Neto, e sua esposa, Elisabeth Valeiko do Carmo Ribeiro.
No mês de dezembro, o Ministério Público do Amazonas investigou a ex-primeira-dama Elizabeth Valeiko, por suspeita de lavagem de dinheiro e crimes na administração pública.
De acordo com as investigações, no ano de 2017, quando presidia no Fundo Manaus Solidária, a ex-primeira-dama comprou um veículo avaliado em cerca de R$ 176 mil e um apartamento de valor estimado em R$ 218 mil. No ano passado, Elisabeth teve seus sigilos fiscal e bancários quebrados. No dia 17 de dezembro, a Justiça expediu mandados de busca e apreensão contra ela e os demais investigados.
A defesa de Elizabeth recorreu ao STJ. Os advogados argumentaram que a operação tem indícios de conotações políticas e que, com o fim do mandato de Arthur Virgílio, há riscos de decretação de novas medidas de busca contra o casal em desdobramentos da investigação.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ), Humberto Martins, concordou com sua defesa. “Em análise sumária, própria do regime de plantão, verifica-se que foram apontados elementos concretos que justificam o risco de que, com a perda da prerrogativa de foro do marido da paciente, possam a vir a ser decretadas medidas excepcionais em prejuízo dela e de seu marido”, escreveu
A decisão vale até que o relator analise o caso na volta do recesso do Judiciário, em fevereiro.
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