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24 de junho de 2026
Governo do AM exonera presidente do Ipaam após operação contra fraudes
Polícia
24 de junho de 2026

Governo do AM exonera presidente do Ipaam após operação contra fraudes

MANAUS (AM) – O Governo do Amazonas exonerou, nessa segunda-feira, 9, o diretor-presidente do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Juliano Valente, após operação da Polícia Federal (PF) que revelou corrupção envolvendo servidores da instituição.

A operação desarticulou organização criminosa composta por servidores do Ipaam, lotados em Manaus, e também foi realizada nos Estados de Rondônia e Pernambuco.

De acordo com as investigações, os servidores do Ipaam utilizaram das funções para facilitar práticas fraudulentas, como a emissão de licenças ambientais falsas, a suspensão de multas e a concessão indevida de autorizações para desmatamento. O esquema causou prejuízo de R$ 1 bilhão.

Um dos 18 mandados de busca e apreensão mandados foi cumprido contra a superintendente de Agricultura e Pecuária no Amazonas, Dionísia Soares Campos. A sede do Ipaam também foi alvo de busca e apreensão. Ela é filha do deputado estadual Sinésio Campos (PT-AM) e conseguiu o cargo no Ministério da Agricultura e Pecuária por indicação do pai.

Além do cumprimento de mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva, a 7ª Vara Federal Criminal da Subseção Judiciária de Manaus (AM) também determinou o afastamento de servidores do Ipaam, entre eles o diretor-presidente da instituição, Juliano Valente.

Prisões

A Polícia Federal prendeu dois servidores do Ipaam e cumpriu 18 mandados de busca e apreensão, com alvos incluindo quatro advogados e um policial militar com de Rondônia.

Os envolvidos já haviam sido indiciados em 2019, durante a “Operação Arquimedes”, que apurou crimes semelhantes. Na fase atual, mandados de busca e apreensão, além de prisões preventivas, foram cumpridas com o intuito de desarticular a organização criminosa.

Relações

A “Operação Expurgare” também está vinculada a uma investigação anterior, a “Operação Greenwashing”, que desmantelou um esquema de fraudes fundiárias que perdurou por mais de uma década, iniciado em Lábrea, no Amazonas. Esse esquema envolvia a falsificação e duplicação de títulos de propriedade, resultando na apropriação ilegal de aproximadamente 538 mil hectares de terras públicas.

Entre 2016 e 2018, o grupo criminoso expandiu as atividades, utilizando títulos fraudulentos e alterando dados no Sistema de Gestão Fundiária (Sigef) com o auxílio de servidores públicos e técnicos. Nos últimos três anos, a organização ampliou a atuação para as regiões de Apuí (AM) e Novo Aripuanã (AM).

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