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04 de junho de 2026
Homem acusado de estuprar mais de 10 crianças morre em presídio
Polícia
04 de junho de 2026

Homem acusado de estuprar mais de 10 crianças morre em presídio

Imagem Ilustrativa

MANAUS – Acusado de estuprar mais de 10 crianças, o vendedor ambulante José Ferreira Lima Filho, de 55 anos, conhecido como Darinho, morreu no Centro de Prisão Provisória de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital goiana. A Polícia Civil investiga se a causa da morte foi homicídio.

O homem foi preso no dia 10 de janeiro deste ano e morreu 17 dias depois, no dia 27 do mesmo mês. No entanto, o óbito só foi divulgado nesta sexta-feira (11/3). Segundo o delegado Wesley Silva, responsável pela prisão do acusado, as vítimas o consideravam como “tio por afinidade”.

Imagem Ilustrativa

Em nota, a Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP) informou que, durante a chamada nominal, servidores disseram que José estava passando mal e profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgências (Samu) atestaram o óbito.

Porém, a sentença que extingue a punibilidade do acusado diz que a morte provavelmente foi um homicídio. De acordo com a DGPA, a Polícia Civil apura o caso. De acordo com a corporação, a comprovação da causa da morte depende do laudo pericial do óbito.

Crimes

José foi preso por meio da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) pelo crime de estupro de vulnerável contra, pelo menos, dez crianças na capital goiana.

As investigações iniciaram após a DPCA de Goiânia tomar ciência de que José Ferreira Lima Filho, 55 anos, conhecido como “Darinho”, teria, em tese, cometido o crime de estupro de vulnerável contra uma criança de apenas 6 anos de idade.

No decorrer da investigação, após o cruzamento de dados, descobriu-se que o suposto autor não teria cometido apenas um estupro, mas também praticado uma série de crimes contra vulneráveis, sendo contabilizada a existência de pelo menos oito crianças vítimas, apenas em Goiânia.

Segundo a polícia, os crimes ocorreriam havia mais de 20 anos, desde 2000, perpetuando-se até os dias atuais, tendo como alvo crianças entre 6 a 12 anos.

Conforme a corporação, os abusos consistiam na prática de sexo oral, conjunção carnal, toque nas partes íntimas (seios, vulva e nádegas), masturbação, estimulações nos clítoris de crianças enquanto dormiam, ameaças sexuais no sentido de que iria “tirar o cabaço”, dentre diversas outras situações de conotação explicitamente sexual.

Após a consumação de seus atos, o autor ameaçava as vítimas, visando que elas mantivessem o silêncio e não expusessem aos familiares o ocorrido.
Fonte: Metrópoles

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