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05 de junho de 2026
Homem que foi fantasiado de goleiro Bruno em festa vai ser investigado pelo Ministério Público
Polícia
05 de junho de 2026

Homem que foi fantasiado de goleiro Bruno em festa vai ser investigado pelo Ministério Público

Um rapaz que foi a uma festa em um bar fantasiado de goleiro Bruno com um saco ao lado, no qual estava escrito o nome de Eliza Samúdio, assassinada no ano de 2010. Será investigado por apologia ao feminicídio pela 57ª Promotoria de Justiça de Direitos Humanos e Cidadania, informou na terça-feira (9) o Ministério Público do Amazonas (MPAM).

O advogado Vinícius França, que defende o rapaz, afirmou que seu cliente só irá se pronunciar em juízo.

A foto da fantasia foi postada nas redes sociais de um bar de Manaus no dia 1º de novembro e o caso ganhou repercussão nas redes sociais. A responsável pelo bar pediu desculpas e afastou o rapaz que fez o post nas redes sociais da empresa.

Na manhã de segunda-feira (8), o Ministério Público recebeu nova representação o homem, que foi formulada pela União Brasileira de Mulheres do Amazonas e recebida pelo Procurador-Geral de Justiça, Alberto Rodrigues do Nascimento Júnior, acompanhado do Promotor de Justiça Antônio José Mancilha.

“Existe um limite tênue entre a liberdade de expressão e a apologia ao crime, nenhum direito é absoluto. Nesse caso concreto, ainda que a intenção do rapaz não tenha sido defender ou incentivar o feminicídio, a exploração de um crime que traumatizou todo o País pela sua torpeza e crueldade, mormente com o uso do nome da vítima associado a lixo não pode ser tolerada pelo Ministério Público. Por dever de nosso ofício temos de combater esse tipo de comportamento de maneira pedagógica”, disse o Procurador-Geral de Justiça, ao reforçar o compromisso da Instituição na defesa dos Direitos Humanos.

Eliza Samúdio desapareceu em 2010 e seu corpo nunca foi achado. Ela tinha 25 anos e era mãe do filho recém-nascido do goleiro Bruno, na época, o jogador era titular do Flamengo e não reconhecia a paternidade.

O Jogador não reconheceu a paternidade de Bruninho filho do relacionamento com Eliza.

Eliza e o filho foram sequestrados e mantidos em cárcere privado. Segundo o depoimento de um dos envolvidos no crime, que na época era menor de idade, a jovem teria sido esquartejada e seus restos mortais colocados em sacos de lixo e jogados aos cães.

Eliza e o filho Bruno foram sequestrados.

Além da representação da União Brasileira de Mulheres do Amazonas foi registrado um boletim de ocorrência contra o homem por apologia ao crime no 19º Distrito Integrado de Polícia de Manaus no dia seguinte à divulgação das imagens.

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