O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve encerrar o mandato como o que mais aumentou impostos no Brasil desde a redemocratização. Em cerca de dois anos, foram pelo menos 28 mudanças que elevaram tributos, como aumento de taxas de importação, impostos sobre combustíveis e operações financeiras.
Em 2024, o governo federal arrecadou R$ 2,709 trilhões em impostos, o maior valor da história. Esse crescimento foi impulsionado, principalmente, por novos impostos sobre combustíveis e fundos de investimento.
A carga tributária total do país — somando União, estados e municípios — chegou a 34,2% do PIB, também um recorde. Em 2022, esse número era 31,2%.
Mesmo com mais arrecadação, os gastos do governo continuam altos. Em 2024, as despesas federais chegaram a R$ 3,78 trilhões. No total, incluindo estados e municípios, os gastos somaram R$ 5,36 trilhões.
As contas públicas fecharam o ano no vermelho, com déficit de R$ 43 bilhões. Após ajustes feitos pelo governo, esse valor caiu para R$ 11 bilhões.
A dívida pública também cresceu e chegou a R$ 9,6 trilhões, o equivalente a 77,5% do PIB.
Especialistas alertam que, mesmo com arrecadação recorde, o país ainda gasta mais do que arrecada, o que pode trazer problemas fiscais no futuro.
Entre as medidas para aumentar a arrecadação estão:
• Taxação de investimentos no exterior e fundos exclusivos
• Cobrança de imposto sobre alguns títulos antes isentos
• Retomada de impostos sobre combustíveis
• Fim de benefícios fiscais para alguns setores
• Taxa de 20% sobre compras internacionais acima de 50 dólares
O governo afirma que o aumento na arrecadação é resultado do crescimento da economia e de uma cobrança mais justa de impostos.
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