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24 de junho de 2026
Imposto soberano: governo Lula entra para a história como gestão que mais taxou os brasileiros
Política
24 de junho de 2026

Imposto soberano: governo Lula entra para a história como gestão que mais taxou os brasileiros

Brasília (DF), 04/03/2026 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa da cerimônia de abertura da 39ª Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para a América Latina e o Caribe (LARC39), no Palácio Itamaraty. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve encerrar o mandato como o que mais aumentou impostos no Brasil desde a redemocratização. Em cerca de dois anos, foram pelo menos 28 mudanças que elevaram tributos, como aumento de taxas de importação, impostos sobre combustíveis e operações financeiras.

Em 2024, o governo federal arrecadou R$ 2,709 trilhões em impostos, o maior valor da história. Esse crescimento foi impulsionado, principalmente, por novos impostos sobre combustíveis e fundos de investimento.

A carga tributária total do país — somando União, estados e municípios — chegou a 34,2% do PIB, também um recorde. Em 2022, esse número era 31,2%.

Mesmo com mais arrecadação, os gastos do governo continuam altos. Em 2024, as despesas federais chegaram a R$ 3,78 trilhões. No total, incluindo estados e municípios, os gastos somaram R$ 5,36 trilhões.

As contas públicas fecharam o ano no vermelho, com déficit de R$ 43 bilhões. Após ajustes feitos pelo governo, esse valor caiu para R$ 11 bilhões.

A dívida pública também cresceu e chegou a R$ 9,6 trilhões, o equivalente a 77,5% do PIB.

Especialistas alertam que, mesmo com arrecadação recorde, o país ainda gasta mais do que arrecada, o que pode trazer problemas fiscais no futuro.

Entre as medidas para aumentar a arrecadação estão:

• Taxação de investimentos no exterior e fundos exclusivos

• Cobrança de imposto sobre alguns títulos antes isentos

• Retomada de impostos sobre combustíveis

• Fim de benefícios fiscais para alguns setores

• Taxa de 20% sobre compras internacionais acima de 50 dólares

O governo afirma que o aumento na arrecadação é resultado do crescimento da economia e de uma cobrança mais justa de impostos.

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