Uma investigação conduzida pela organização internacional Civilization Works levanta sérias acusações sobre a atuação de uma força-tarefa secreta, supostamente ligada ao Supremo Tribunal Federal (STF), com foco no monitoramento de postagens nas redes sociais após os atos de 8 de janeiro de 2023.



Segundo o material divulgado, o grupo teria sido criado por ordem do ministro Alexandre de Moraes, com o objetivo de identificar e classificar manifestantes detidos. O trabalho envolveria a análise de postagens pessoais e dados biométricos, que teriam sido acessados indevidamente através do banco de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), conhecido como GestBio.
A denúncia ganhou repercussão após o jornalista americano Michael Shellenberger divulgar trechos de mensagens atribuídas a membros da equipe de Moraes. Entre os citados está Eduardo Tagliaferro, atual chefe da unidade antidesinformação do TSE, e Kusahara, apontado como coordenador da suposta operação.
Práticas questionadas
O relatório da Civilization Works afirma que os dados coletados foram utilizados para classificar os detidos em dois grupos: “positivos”, que permaneceriam presos, e “negativos”, com possibilidade de soltura. O material também indica que muitas prisões foram mantidas com base apenas em postagens nas redes sociais, sem evidência de participação direta em crimes.
Além disso, a investigação afirma que não houve o devido processo legal em diversos casos, levantando preocupações sobre violações a direitos fundamentais e o uso político do sistema judiciário.
Sem resposta oficial
Até o momento, nem o Supremo Tribunal Federal nem o Tribunal Superior Eleitoral comentaram oficialmente sobre o relatório ou as acusações feitas. O caso segue repercutindo nas redes sociais e gerando debates sobre os limites entre segurança institucional, liberdade de expressão e legalidade das ações do Judiciário.
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