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19 de junho de 2026
Justiça bloqueia R$ 90 milhões do PicPay por fraude na folha do GDF
Brasil
19 de junho de 2026

Justiça bloqueia R$ 90 milhões do PicPay por fraude na folha do GDF

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) determinou o bloqueio de quase R$ 90 milhões nas contas do PicPay e da Associação dos Servidores do Distrito Federal. Entre os alvos da medida está Eduardo Chedid Simões, diretor do banco. A decisão ocorre no âmbito da Operação Juros Zero, deflagrada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) na manhã desta sexta-feira (19/6).

A investigação que deu origem à operação apura um suposto esquema de fraudes na folha de pagamento dos servidores públicos do Distrito Federal. O caso foi revelado pela coluna Grande Angular, do Metrópoles.

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) aponta que o Banco de Brasília (BRB), sua subsidiária BRB Serviços, a Secretaria de Economia do Distrito Federal, o Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev-DF) e o PicPay atuaram como peças centrais de um arranjo que teria transformado o contracheque do funcionalismo distrital em fonte de vantagens ilícitas.

Apenas em uma das frentes da apuração, os investigadores identificaram mais de R$ 80 milhões em empréstimos com cobrança de juros disfarçados de “taxas”.

A operação

Nesta sexta (19), estão sendo cumpridos 50 mandados de busca e apreensão, por determinação do Conselho Especial do TJDFT, no Distrito Federal, em Curitiba (PR) e em São Paulo, onde fica a sede do PicPay.

Entre os alvos da operação estão o Banco de Brasília (BRB), a BRB Serviços S.A., a Secretaria de Economia do Distrito Federal, o Instituto de Previdência dos Servidores do DF (Iprev-DF), o PicPay e associações ligadas ao caso.

As medidas também atingem atuais e ex-dirigentes das instituições investigadas. Entre eles estão Ney Ferraz Júnior e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, que está preso. 

A ação é conduzida pela Vice-Procuradoria-Geral de Justiça, pela Promotoria de Defesa do Consumidor e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco)

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