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25 de junho de 2026
Lula discute com ministros regulação das redes sociais após decisão da Meta
Política
25 de junho de 2026

Lula discute com ministros regulação das redes sociais após decisão da Meta

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reunirá com ministros nesta sexta-feira (10), no Palácio do Planalto, para debater a recente decisão da Meta de desativar o serviço de checagem de fatos em suas plataformas, como Facebook, Instagram e WhatsApp. A reunião também abordará o projeto de regulação das redes sociais, considerado uma prioridade pelo governo.

Marcado para as 10h, o encontro contará com a presença de Rui Costa (Casa Civil), Juscelino Filho (Comunicações), Manoel Carlos de Almeida (substituto do Ministério da Justiça) e Sidônio Palmeira, futuro ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência. Será a primeira reunião de Sidônio com outros ministros.

A decisão da Meta, anunciada nesta semana, inclui o encerramento do programa de verificação de fatos, inicialmente nos Estados Unidos, e a implementação de “notas de comunidade”, um recurso em que os próprios usuários corrigem conteúdos, semelhante ao sistema do X (antigo Twitter), de Elon Musk.

Críticas de Lula e a defesa da regulamentação

Lula criticou a mudança, destacando que é fundamental que os países tenham suas soberanias respeitadas. “Nós queremos que cada país tenha sua soberania resguardada. Não pode um cidadão ou grupo de cidadãos ferir a soberania de uma nação”, declarou.

O presidente também reforçou a necessidade de regulamentação das redes sociais, defendendo regras que equiparem a responsabilidade no ambiente digital à de outros meios de comunicação. “É extremamente grave querer que a comunicação digital não tenha a mesma responsabilidade de quem comete crimes na imprensa escrita”, afirmou.

Meta sob pressão e declarações polêmicas

Mark Zuckerberg, CEO da Meta, justificou o fim da checagem de fatos em um vídeo no Instagram, alegando que os verificadores eram “politicamente tendenciosos” e que a medida visa evitar prejuízos à confiança na plataforma. Ele também acusou, sem apresentar provas, tribunais secretos da América Latina de ordenarem a remoção silenciosa de conteúdos.

O governo brasileiro interpretou essas declarações como uma indireta ao Supremo Tribunal Federal (STF), que tem protagonizado disputas judiciais com empresas de tecnologia, incluindo o X de Elon Musk.

Reações do STF e embates com plataformas

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, reiterou nesta semana que as redes sociais só poderão operar no Brasil se cumprirem a legislação do país. Ele criticou “bravatas de dirigentes irresponsáveis” e afirmou que as instituições brasileiras não permitirão que plataformas promovam conteúdos criminosos.

Em agosto de 2024, Moraes determinou a suspensão do X no Brasil após a plataforma descumprir determinações judiciais. O serviço só foi restabelecido em outubro, após cumprir as exigências.

O encontro de Lula e seus ministros acontece em um contexto de crescente debate global sobre o papel das Big Techs, como a Meta, na disseminação de informações e no respeito às legislações nacionais.

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