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26 de setembro de 2026
Lula diz ser “armação de Moro” ao falar de operação da PF contra facção
Polícia
26 de setembro de 2026

Lula diz ser “armação de Moro” ao falar de operação da PF contra facção

Brasil- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (23) que vê “armação” do senador Sergio Moro(União-PR) nas investigações da Polícia Federal que levaram à prisão, nesta quarta (22), de membros de uma facção criminosa que planejavam um ataque contra o senador, familiares e outras autoridades.

Questionado sobre o tema durante evento no Rio de Janeiro, Lula disse que não queria “ficar atacando ninguém sem ter prova” – mas, em seguida, disse achar que era “mais uma armação” de Moro, seu opositor político. 

“Eu não vou falar porque eu acho que é mais uma armação do Moro. Mas eu quero ser cauteloso, eu vou descobrir o que aconteceu. É visível que é uma armação do Moro. Mas eu vou pesquisar, eu vou saber o porquê da sentença”, declarou.

“Mas isso, a gente vai esperar. Eu não vou ficar atacando ninguém sem ter prova. Eu acho que é mais uma armação, e se for mais uma armação ele vai ficar mais desmascarado ainda”, seguiu Lula. 

“Eu não sei o que ele vai fazer da vida se continuar mentindo do jeito que está mentindo. É isso. Mas também, o Moro não é minha preocupação, a minha preocupação é 215 milhões de brasileiros que estão esperando que a gente possa melhorar a vida deles”, continuou.

O senador Sergio Moro (União Brasil – PR) criticou a fala de Lula. “Eu vejo hoje um presidente dando risada de uma família ameaçada pelo crime organizado, sugerindo que o próprio ministro da Justiça do seu governo que informou que o plano para o meu sequestro seria uma armação. Então quero perguntar: O senhor não tem decência?”, perguntou o senador.

A operação

Nesta quarta-feira, uma operação da Polícia Federal prendeu nove pessoas suspeitas de integrarem a facção criminosa que planejava os atos contra as autoridades. 

Um dos alvos era o ex-juiz, ex-ministro e atual senador Sergio Moro. A informação foi divulgada primeiro pelo próprio parlamentar, e depois confirmada pelo governo.

Outro alvo dos criminosos era o promotor de Justiça Lincoln Gakiya, que desde o começo dos anos 2000 investiga a facção que age inclusive dentro dos presídios e fora do país. Gakiya vive há mais de dez anos sob escolta policial, 24 horas por dia, por causa das ameaças de morte recorrentes que recebe.

Informações G1 Globo/ Foto Reprodução

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