Brasil- O presidente Lula classificou, nesta segunda-feira, 23, a ditadura da Venezuela como uma “ingerência”. A declaração foi feita na Argentina, depois de um encontro com o presidente do país, Alberto Fernández. O presidente ainda argumentou que o diálogo é a “saída” para que a Venezuela, governada pelo ditador Nicolás Maduro, volte à normalidade democrática. Desde 2018, mais de 60 países não reconhecem o governo de Maduro como legítimo.
“Deveríamos ter duas coisas na cabeça”, aconselhou o presidente. “Primeiro, a gente permitir com muita tranquilidade que a autodeterminação dos povos fosse respeitada em qualquer país. Da mesma forma que sou contra a ocupação territorial que a Rússia fez na Ucrânia, sou contra muita ingerência no processo da Venezuela.”
A ditadura venezuelana teve início com a eleição de Hugo Chavéz, em 1998. Em seu governo, que durou 14 anos, os militares começaram a assumir postos importantes. A democracia foi sendo enfraquecida, em nome do fortalecimento de um governo centralizador. Com a morte de Chávez, Maduro assumiu o poder, em 2013, e, de lá para cá, o país vive uma situação difícil.
Na Venezuela, as eleições não são livres. A oposição é perseguida, e as Forças Armadas e o Poder Judiciário não são independentes. A imprensa não é livre, e as decisões da Assembleia Nacional são ignoradas pelo regime ditatorial.
Informações Revista Oeste/ Foto Reprodução
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