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25 de junho de 2026
Mais um banco de investimentos rebaixa ações brasileiras após anúncio de Haddad
Política
25 de junho de 2026

Mais um banco de investimentos rebaixa ações brasileiras após anúncio de Haddad

Após os bancos de investimentos JP Morgan e Morgan Stanley rebaixarem as ações brasileiras poucos dias depois do anúncio de corte de gastos feito pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), chegou a vez do Julius Baer seguir o mesmo caminho.

As medidas de corte de gastos de R$ 71,9 bilhões em 2025 e 2026 e a diminuição em R$ 327 bilhões até 2030 não convenceram as empresas de que o país adotará, de fato, a responsabilidade fiscal defendida pelo presidente Lula (PT) como um compromisso da atual gestão.

A análise negativa do banco passa, especialmente, pela nova política de não cobrar imposto de renda de quem ganha até R$ 5 mil mensais. A isenção que vai atingir quase 80% dos brasileiros, mesmo que compensada em determinado momento por um aumento de taxação dos mais ricos, não foi recebida de maneira positiva pelo mercado.

Outros pontos, segundo a análise do grupo bancário, trazem pessimismo para os próximos passos da economia brasileira. A alta histórica do dólar ultrapassando R$ 6,00, bem como a expectativa de mais altas na Selic, que o banco estima atingir 14,50% em junho de 2025, também ajudaram a piorar as projeções.

Por fim, a projeção esbarra ainda nas questões políticas. Isso porque, o grupo vislumbra um fim de ano legislativo com as Casas procurando diluir as medidas de contenção de gastos. Isso se soma a percepção de que até 2026 a política de juros mais altos possam segurar a economia do Brasil e a responsabilidade fiscal seja um obstáculo com o advento das próximas eleições majoritárias.

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