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26 de junho de 2026
‘Não era pirata’, diz filho de homem queimado no AM
Amazonas
26 de junho de 2026

‘Não era pirata’, diz filho de homem queimado no AM

O homem que teve o corpo incendiado na tarde de quarta-feira(6), no município de Japurá (a 744 quilômetros a noroeste de Manaus), após ser linchado por supostamente agir como “pirata do rio”,  foi identificado como Elbo Filipe da silva. Além de Elbo, outros três homens foram linchados pela população.

De acordo com informações do 4° Grupamento de Polícia Militar (GPM), os policiais revistaram a lancha e encontraram 02 rifles calibre 22, 01 rifle calibre 44 e 15 munições calibre 22.

Dois homens estão sob custódia, são eles Francisco Gomes Ramos e Nivaldo de Souza, e um está desaparecido, conhecido apenas como Augusto.

Em áudio compartilhados supostamente  do filho da vítima informam que o homem era inocente. Lamentando a morte do pai, ele diz que  a vítima estava apenas trabalhando junto com o genro quando foi confundido com um “pirata’ e queimado no porto do município. De acordo com o filho, o pai e o cunhando estavam levando gasolina para um garimpo.

“Não era pirata. Meu pai só estava colocando gasolina na lancha junto com meu cunhado que eles iam para o garimpo levar gasolina e voltar para Tefé, só isso. Os caras chegaram e tacaram fogo no meu pai. Meu pai só trabalha uma vez na vida para ganhar o dinheirinho dele e depois voltar. Graças a Deus eu sou uma pessoa honesta por causa dele. Nunca usei droga na minha vida, nunca cheirei um pó, nunca fumei uma maconha”, diz o suposto filho da vítima.

Segundo informações da população de Japurá, os suspeitos estariam abastecendo um barco quando foram supostamente reconhecidos pelos moradores. Eles teriam realizado vários assaltos em embarcações na região.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) informou que a Polícia Militar de Japurá foi chamada para atender a ocorrência, controlando o tumulto no porto da cidade e levando dois envolvidos para a delegacia local.

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