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26 de junho de 2026
O verdadeiro gabinete do ódio: Mynd tem até contrato com a Petrobras
Política
26 de junho de 2026

O verdadeiro gabinete do ódio: Mynd tem até contrato com a Petrobras

Um compilado de contratos vinculados à empresa Mynd8 foi recentemente vazado nas redes sociais, revelando a forma de atuação da agência multimilionária que possui diversas subdivisões, tais como a Banca Digital, Sparkinc Mídia e Music 2.

Entre os contratos revelados, destaca-se uma parceria de setembro de 2023 entre a Sparkinc Mídia e a Petrobrás para a contratação de influenciadora, comprometendo-se a produzir um “reels” em colaboração com a estatal para o Instagram, além de três “storys” e um vídeo no TikTok, com uma remuneração de R$ 48 mil.

Segundo informações do site Diário do Poder, a Mynd8 registrou uma receita superior a R$ 500 milhões em 2022, e sua meta ambiciosa é atingir R$ 1,5 bilhão até 2025. Artistas renomados como Anitta, Pabllo Vittar e Luísa Sonza são representados pela agência, assim como várias páginas de fofoca, incluindo Alfinetei, Fuxiquei, Gina Indelicada, e Choquei, esta última que recentemente se desvinculou do grupo.

Contudo, há uma controvérsia sobre o papel da agência, sendo alegado que seus recursos são direcionados para financiar a disseminação de fake news. Durante a última campanha eleitoral, perfis vinculados à Mynd atacaram o então candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), como evidenciado em um vídeo compartilhado pelo Blog Marina di Moraes.

Na plataforma X, o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), chegou a atribuir sua vitória nas urnas aos influenciadores que teriam contribuído para “desmentir notícias falsas”. Sob a liderança de Fátima Pissarra, as páginas de fofoca e outros influenciadores ligados à Mynd reuniram-se com Lula no Palácio do Planalto no início de 2023, recebendo reconhecimento da primeira-dama, Janja da Silva.

No centro das polêmicas envolvendo as gigantes do marketing digital está a conexão entre a Mynd8, seus “padrinhos políticos” e a Choquei, página investigada por difamar Jéssica Vitória Canedo, uma jovem mineira de apenas 22 anos que morreu na véspera de Natal após ser alvo de ataques de ‘haters’ nas redes sociais em razão de uma mentira que havia sido vinculada ao seu nome.

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