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25 de junho de 2026
Oposição se articula para endurecer regras do pacote de gastos de Haddad
Política
25 de junho de 2026

Oposição se articula para endurecer regras do pacote de gastos de Haddad

Líderes da oposição se movimentam desde o início da semana com intuito de endurecer as regras do pacote de cortes de gastos apresentado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O objetivo, segundo os deputados, é apresentar emendas aos projetos apresentados pelo governo e que podem ser votados até o final deste mês. 

O Palácio do Planalto articula para que os textos avancem na Câmara no máximo até a próxima semana para que o Senado conclua a votação até 20 de dezembro. O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), tem sinalizado apoio ao pacote de corte de gastos do governo Lula, mas, até o momento, os deputados seguem insatisfeitos com a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre as emendas parlamentares. 

Nesta quarta-feira (4), por exemplo, o governo teve que recuar e retirar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do ajuste fiscal da pauta da Comissão e Constituição e Justiça (CCJ), diante da falta de acordo dentro da base governista. A expectativa agora é que Lira apense o texto em outra PEC e tente levar o tema direto ao plenário da Casa

“O prazo desejado pelo governo é de votar esta matéria até o dia 18 de dezembro, portanto, fica inviabilizado de ser concluído a partir da CCJ. Quero destacar que há outros precedentes regimentais que garantem a tramitação desta PEC”, disse o deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA), vice-líder do governo na Câmara. 

A manobra do governo de tentar levar a PEC diretamente para o plenário acontece justamente em meio à movimentação da oposição para endurecer as regras do pacote de gastos. Apesar disso, os opositores admitem que o atraso na votação tem permitido que o grupo discuta melhorias nos projetos do governo.  

“Está claro que o governo vai querer passar por cima da CCJ e levar direto para o plenário, o que é uma aberração regimental e constitucional. Isso é inaceitável. O Parlamento não pode se submeter a isso”, afirmou o deputado Mendonça Filho (União-PE). 

Além da PEC, que trata, entre outros pontos, sobre cortes no abono salarial, o pacote da Fazenda inclui ainda um Projeto de Lei Complementar (PLP), que altera o arcabouço fiscal, um Projeto de Lei Ordinária (PL), que permite, por exemplo, o bloqueio de emendas parlamentares. 

“Todo mundo sabe que o que o governo está apresentando não é suficiente. Não está no DNA deste governo cortar gastos, ele quer arrecadar mais e compensar a gastança com maior arrecadação”, disse o presidente da Frente Parlamentar do Empreendedorismo, que reúne 214 deputados, Joaquim Passarinho (PL-PA). 

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