O relatório da Polícia Federal (PF) sobre as adulterações em cartões de vacina, que indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outras 16 pessoas, aponta que as fraudes nos documentos dos sistemas do Ministério da Saúde podem ter sido realizadas durante o planejamento da suposta tentativa de golpe de Estado.
“O presente eixo [falsificação dos cartões de vacina] pode ter sido utilizado pelo grupo para permitir que seus integrantes, após a tentativa inicial de golpe de Estado, pudessem ter à disposição os documentos necessários para cumprir eventuais requisitos legais para entrada e permanência no exterior (cartão de vacina), aguardando a conclusão dos atos relacionados à nova tentativa de golpe de Estado que eclodiu no dia 8 de janeiro de 2023”, diz o relatório.
Bolsonaro, o tenente-coronel e ex-ajudante de ordens Mauro Cesar Barbosa Cid, o deputadofederalGutemberg Reis (MDB-RJ) e mais 14 pessoas estão na lista de indiciados pela PF.
A Polícia Federal acredita ter provas suficientes para indiciar o grupo no inquérito que investiga as fraudes nos sistemas do Ministério da Saúde. No momento, esse processo será analisado pelo Ministério Público Federal (MPF), responsável por decidir se apresenta a denúncia à Justiça ou se arquiva o caso.
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