A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou a Operação Torniquete no Complexo da Penha, na zona norte da cidade, para cumprir mandados de prisão e busca e apreensão contra lideranças do Comando Vermelho(CV) nesta terça-feira (3/12). Entre as quais, o traficante Edgar Alves de Andrade, o Doca. Informações preliminares indicam que ao menos cinco pessoas ficaram feridas.
A operação conta com o apoio da Polícia Militar e do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público, além das polícias civis do Pará e do Ceará.
De acordo com a Polícia Militar do Rio de Janeiro, mais de 900 policiais civis e militares estão participando da operação, além de quatro aeronaves.
Houve troca de tiros, e os criminosos tentaram barrar a entrada dos blindados da polícia com barricadas de fogo. Pelo menos cinco blindados circulam pelas ruas do complexo e um helicóptero faz sobrevoos. Até o momento, são cinco os feridos:
Segundo a polícia, os traficantes do Comando Vermelho são responsáveis por ordenar roubos de veículos e de cargas para financiar a “caixinha” da organização criminosa, o que viabiliza a compra de armamento e munição e o pagamento de uma “mesada” aos parentes de integrantes presos da facção e de lideranças do grupo.
De acordo com a Polícia Civil, o Complexo da Penha é onde acontecem as ordens para as disputas entre rivais criminosos em busca de expandir territórios. Ocorre também migração de bandidos dos estados do Pará e Ceará para o Rio de Janeiro.
“As investigações revelaram a forte migração de lideranças criminosas daqueles estados para o Rio de Janeiro, sendo que a maioria delas está escondida no Complexo da Penha, que se tornou uma base operacional do Comando Vermelho”, informaram as autoridades ao Metrópoles.
Além dos órgãos mencionados, cerca de 18 unidades estão envolvidas na operação, incluindo a Secretaria de Estado de Polícia Militar do Rio de Janeiro, com equipes da Subsecretaria de Inteligência, do Comando de Operações Especiais (COE) — Bope, BPChq, BAC e GAM —, da Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP) e de 13 batalhões de área da corporação
Metrópoles
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