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09 de junho de 2026
Policial civil preso em Manaus era o ‘piloto’ de viatura usada em roubo de ouro de R$ 50 milhões, diz PF
Polícia
09 de junho de 2026

Policial civil preso em Manaus era o ‘piloto’ de viatura usada em roubo de ouro de R$ 50 milhões, diz PF

O policial civil Luciano Granjeiro, preso pela Polícia Federal (PF) na manhã desta terça-feira (9) em Manaus, é apontado pelas investigações como o “piloto” da viatura oficial utilizada no transporte do minério no dia do assalto, de acordo com a PF. A prisão faz parte da “Operação Piloto de Fuga”, deflagrada em conjunto com o Ministério Público do Amazonas (MPAM).

Segundo a PF, o objetivo da operação é identificar e responsabilizar todos os envolvidos no esquema criminoso. Esta nova fase dá continuidade às diligências da “Operação Auxílio Criminoso”, deflagrada no dia 29 de maio.

De acordo com as investigações, Granjeiro atuava diretamente no núcleo operacional da organização criminosa, que era composto por agentes de segurança pública estaduais. O grupo é suspeito de praticar o chamado “arrocho” — roubo de carregamentos de ouro de outras quadrilhas, segundo a PF.

Além do mandado de prisão preventiva, a PF cumpriu quatro mandados de busca e apreensão. Um deles foi no 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), onde Granjeiro trabalhava em Manaus.

“Conseguimos identificar o piloto da viatura utilizada no transporte no dia do roubo, além de recolhermos provas na casa de um advogado suspeito de ocultar evidências. O esquema é complexo e envolve duas frentes: um núcleo composto por agentes de segurança pública estaduais, que realizavam o ‘arrocho’ (roubo) do ouro, e outro formado por civis, responsáveis pelo transporte do metal”, explicou o delegado da Polícia Federal, Jonathans Simas.

Por meio de nota a Polícia Civil do Amazonas, esclareceu que não compactua com qualquer tipo de irregularidade ou desvio de conduta por parte de seus servidores e colabora integralmente com as investigações conduzidas pela PF, a fim de garantir a completa elucidação dos fatos.

“O caso também será encaminhado à Corregedoria-Geral do Sistema de Segurança Pública, que instaurará procedimento administrativo para a rigorosa apuração do ocorrido”, diz

Rota internacional

As investigações da PF e do MPAM detalham que a organização atuava em uma complexa engrenagem interestadual. Enquanto os policiais realizavam o roubo do metal precioso, um núcleo formado por civis ficava encarregado da logística.

O ouro saía originalmente do estado do Pará, fazia uma parada estratégica no Amazonas e tinha como destino final o estado de Roraima, diz a PF. De lá, o material seria ilegalmente enviado para o exterior.

O caso

A operação deflagrada hoje é um desdobramento de uma apreensão de ouro da história do Amazonas, ocorrida em outubro de 2025. Na ocasião, as forças de segurança interceptaram 77 quilos de ouro ilegal, avaliados em quase R$ 50 milhões.

Na primeira fase, três policiais (dois militares e um civil) já haviam sido presos em flagrante dentro de uma residência em Manaus enquanto tentavam roubar a carga. Com a identificação de Luciano Granjeiro, a Polícia Federal informa ter capturado o quarto integrante deste núcleo principal de roubos.

Os investigados nesta fase poderão responder pelos crimes de roubo, associação criminosa, usurpação de bens da União e fraude processual.

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