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28 de junho de 2026
Protocolo com mais de 23 mil assinaturas pede investigação contra Joana Darc
Política
28 de junho de 2026

Protocolo com mais de 23 mil assinaturas pede investigação contra Joana Darc

MANAUS (AM) – Ativistas e membros da sociedade civil estiveram na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) na manhã desta sexta-feira, 14, para protocolar um pedido de investigação por quebra de decoro parlamentar com mais de 23 mil assinaturas contra a deputada estadual Joana Darc (União Brasil).

O documento, que será encaminhado à Comissão de Ética da Aleam, denuncia a deputada por uma série de supostas infrações, incluindo invasão à sede do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama) em Manaus, transmissão do ato pelas redes sociais, convocação para manifestação, assédio e ameaças a funcionários, violação de bem público, disseminação de fake news sobre remédios e vacinas e prejuízo ao tratamento de animais silvestres internados no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas).

Conforme os organizadores do abaixo-assinado, Joana Darc teria cometido uma “série de ações orquestradas, não autorizadas e violentas com animais, servidores públicos federais e seu patrimônio”, ocorridas nos dias 29 e 30 de abril deste ano, quando se envolveu em polêmica com o influenciador digital, Agenor Tupinambá e a capivara Filó.

O influencer chegou a ser multado pelo Ibama e teve que entregar o animal silvestre aos cuidados do Cetas. À época, Joana e um grupo de ativistas orquestraram uma série de protestos em frente ao órgão federal e chegaram a invadir uma área privada. Tudo exposto ao vivo nas redes sociais da deputada que estava a todo momento acompanhada pela equipe de comunicação e outros ativistas.

Vídeos publicados nas redes sociais da deputada mostram ela correndo ao redor e dentro do Cetas do Ibama em Manaus, confrontando servidores, pegando a chave de um compartimento e jogando-a em uma área de mata. Além de gritar e ameaçar funcionários do local.

Segundo o documento, “a parlamentar utilizou de forma sensacionalista as redes sociais para convocar o público a apoiar o seu objetivo” e “cometeu assédio e ameaça contra servidora pública federal, produzindo vídeos de difamações”.

“A deputada se comportou de forma histérica, simulando choro, ajoelhando-se no chão, correndo de um lado para o outro, gritando e ameaçando os servidores presentes durante dois dias. […] A agitação dos manifestantes causou estresse aos animais silvestres em quarentena. Um comportamento repugnante e contrário à ética parlamentar”, afirma o documento.

O abaixo-assinado também menciona um parecer técnico enviado à Justiça do Amazonas por veterinários da equipe da própria deputada, considerado parcial, e lista várias evidências que refutam as alegações feitas sobre a infraestrutura do Cetas/Ibama, destacando que nenhuma instituição pública responsável pela fiscalização do local, como Corpo de Bombeiros ou Secretaria de Meio Ambiente, relatou tais condições precárias.

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