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24 de junho de 2026
Renato Júnior denuncia Águas de Manaus por ‘péssimo serviço’ que estraga ruas recém-recapeadas
Política
24 de junho de 2026

Renato Júnior denuncia Águas de Manaus por ‘péssimo serviço’ que estraga ruas recém-recapeadas

 O vice-prefeito e secretário municipal de Infraestrutura de Manaus, Renato Júnior, denunciou nesta segunda-feira (18) o que classificou como “péssimo serviço” da concessionária Águas de Manaus em obras de reparo de buracos em ruas da capital. 

Em vídeo publicado nas redes sociais, Renato mostrou uma intervenção realizada no bairro Cidade Nova, zona norte de Manaus, onde a concessionária abriu um trecho de rua que havia sido recentemente recapeado pela própria gestão municipal.

“No momento que a chuva cai, isso faz bolsões que logo viram buracos. Além de ficar mais baixo, trará outros transtornos”, afirmou Renato Júnior, apontando que o trabalho da concessionária comprometeu o asfalto recuperado pela Prefeitura. Segundo ele, o serviço de abertura, aterro e recobrimento feito pela Águas de Manaus foi inadequado e poderá gerar novos buracos rapidamente, aumentando os gastos do município para refazer os reparos.

O vice-prefeito questionou ainda o modelo de cobrança da concessionária. “A Águas de Manaus recebe recursos do consumidor, realiza um trabalho precário e ainda faz a Prefeitura gastar mais dinheiro para resolver problemas que eles mesmos criaram. Isso é justo?”, declarou Renato Júnior, criticando a relação entre a prestação de serviços da concessionária e a cobrança da chamada taxa de esgoto.

Os moradores do bairro Cidade Nova e de outras regiões da cidade também têm reclamado das intervenções. Entre as queixas estão falta de água, sujeira nas ruas e rachaduras em imóveis causadas pelo maquinário utilizado nas obras. Muitos questionam se todas as intervenções são realmente necessárias, considerando os transtornos gerados e o risco de danos adicionais à infraestrutura urbana.

Para o vice-prefeito, a situação evidencia um problema recorrente: enquanto a concessionária recebe recursos diretamente da população, a Prefeitura acaba arcando com os custos de correção das falhas nos serviços prestados. “E aí a Prefeitura que tem que pagar. Ou seja, a concessionária de água ganha dinheiro do consumidor, faz um péssimo trabalho e, depois, ainda gera despesas adicionais para o município. Isso é justo?”, reiterou Renato Júnior.

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