Policiais e manifestantes entraram em conflito na noite desta segunda-feira, em um novo protesto realizado em Porto Alegre, com cerca de 10 mil manifestantes.
Após deixarem a frente da prefeitura da capital gaúcha por volta das 18h, o grupo retornava à sede do Executivo municipal, por volta das 20h30, quando vândalos tentaram saquear uma loja de sapatos na região da Esquina Democrática.
Um conflito entre os próprios manifestantes se formou e a polícia interveio. Ao todo, pelo menos 63 pessoas foram presas, o maior número registrado desde o início das manifestações.
Após a ação da Brigada Militar, um grupo passou a tentar saquear outras lojas e a também vandalizar a região, enquanto a maior parte dos manifestantes se dispersou. Otra loja de sapatos e uma de celular também foram saqueadas no centro.

No início, a manifestação começou pacífica em frente a prefeitura, e os manifestantes marcharam pela avenida Mauá, em direção ao gasômetro, e depois voltavam em direção ao centro da cidade pela avenida Borges de Medeiros.
Ao passarem pela rua Riachuelo, teve início um princípio de tumulto, quando um grupo passou a provocar a polícia que fazia uma barreira para impedir a chegada ao Palácio Piratini, sede do governo gaúcho. Diferentes grupos tentavam impedir a provocação enquanto outros seguiam com gritos e fogos de artifício contra os policiais, que não reagiram.
Mais adiante, no local conhecido como esquina democrática, começou o saque da loja de sapatos, e começou uma briga generalizada entre manifestantes e saqueadores. Foi nesse momento que a polícia agiu com mais firmeza dispersando os manifestantes com bombas de efeito moral, balas de borracha e gás lacrimogênio.
Com informações portal terra
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.