AM – Em um movimento inesperado, o governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil), e o vice-governador, Tadeu de Souza (Progressistas), oficializaram neste sábado (4) a renúncia aos cargos. As decisões foram publicadas em edição extra do Diário Oficial da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas e têm efeito imediato.
Sem qualquer anúncio prévio, a saída simultânea dos dois principais nomes do Executivo estadual surpreendeu o meio político e reforça os bastidores de articulações para as eleições de 2026. A renúncia ocorre dentro do prazo legal de desincompatibilização, exigido pela Justiça Eleitoral para quem pretende disputar novos cargos.
Nos documentos, ambos classificam a decisão como “irrevogável e irretratável” e citam dispositivos da Constituição Federal do Brasil e da legislação eleitoral. Apesar disso, nenhum dos dois confirmou publicamente qual cargo pretende disputar, o que aumenta as especulações sobre possíveis candidaturas ao Senado, Câmara Federal ou até mesmo novas alianças políticas no estado.
Com a vacância simultânea dos cargos, a Constituição Estadual prevê a convocação de eleição indireta pela Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas para escolha de um novo governador e vice que devem concluir o mandato até 31 de dezembro de 2026. Deputados estaduais passam a ter papel central na definição do novo comando do Executivo.
A saída de Wilson Lima marca o encerramento de um ciclo iniciado em 2019, período que incluiu momentos de forte pressão política, como investigações, crises na saúde pública durante a pandemia e embates com outros poderes. Ainda assim, o agora ex-governador destacou, em carta, avanços administrativos e agradeceu à população amazonense e ao Legislativo pelo apoio ao longo da gestão.
Já Tadeu de Souza, que assumiu protagonismo recente na administração estadual, também reforçou o tom institucional em sua despedida, agradecendo a confiança e o período em que esteve no cargo.
Nos bastidores, analistas avaliam que a renúncia simultânea fortalece a reorganização de forças políticas no Amazonas, abrindo espaço para novas lideranças e possíveis alianças estratégicas visando o cenário eleitoral de 2026.
Foto: Diego Peres/Secom
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