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24 de julho de 2026
“TEM MULHER QUE MERECE APANHAR”: VEREADORA DE BORBA CHOCA AO DEFENDER VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES NA TRIBUNA
Política
24 de julho de 2026

“TEM MULHER QUE MERECE APANHAR”: VEREADORA DE BORBA CHOCA AO DEFENDER VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES NA TRIBUNA

Borba, AM  – Uma declaração chocante e repudiável marcou a sessão ordinária da Câmara Municipal de Borba nesta segunda-feira, 29/09. A vereadora Elizabeth Maciel de Souza, conhecida como Bethinha, utilizou a tribuna para expressar publicamente seu apoio à violência contra a mulher, afirmando ser “a favor da violência contra mulher, sim” e que “tem mulher que merece apanhar”. ASSISTA AO VÍDEO NO FINAL DA MATÉRIA

A fala da parlamentar, que causou espanto e indignação entre os presentes, ocorreu logo após ela defender o colega vereador Pedro Paz. Paz foi acusado por outra vereadora de agressão contra mulher, uma denúncia que chegou a ser encaminhada ao Conselho de Ética da Casa Legislativa.

Em sua argumentação, a vereadora Bethinha tentou justificar suas declarações, alegando que muitas mulheres se “aproveitariam” da Lei de Proteção à Mulher para simular agressões e prejudicar homens. A vereadora chegou a afirmar de forma explícita: “Quando o homem bate na mulher eu aprovo, mas eu digo como mulher que tem mulher que merece apanhar.”

Em um novo desdobramento de sua fala, a vereadora Elizabeth direcionou críticas à vereadora de oposição, Jessica Querolin, que formalizou a queixa contra o vereador Pedro Paz. Segundo a perspectiva de Bethinha, a vereadora Querolin estaria utilizando a lei de forma indevida e para benefício próprio, uma vez que, na visão de Bethinha, a suposta agressão não teria ocorrido conforme a denúncia formalizada. Essa alegação sugere que, para a vereadora que defende a violência, a queixa seria uma estratégia política ou pessoal para prejudicar o colega.

A postura da vereadora Elizabeth Maciel De Souza contraria frontalmente os princípios de proteção e respeito às mulheres, além de ferir a legislação vigente, que criminaliza e combate todas as formas de violência de gênero. A Lei Maria da Penha é um marco na proteção das vítimas e sua banalização por uma representante pública acende um alerta sobre a necessidade de combater discursos de ódio e retrocessos em direitos humanos.

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