BRASIL – Casos de crianças mortas pelos pais demonstram a violência e a insegurança dos pequenos. Casos da pequena Isabela Nardoni, Henry Borel e o pequeno Gael de Freitas mostram a crueldade de pais contra os filhos indefesos.
Uma mulher de 24 anos que queimou o próprio bebê recém-nascido, em um lote baldio de Anápolis, a 55 quilômetros de Goiânia, foi indiciada por homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver.
Ela aparece em imagens registradas por câmeras de segurança no dia 10 de maio, estacionando o carro em frente a um lote baldio no Residencial Cerejeiras.
Em seguida, ela retira do veículo a caixa em que havia colocado o bebê e leva para dentro do lote, e retorna, instantes depois, para buscar o que seria o álcool utilizado para atear o fogo.
A polícia descobriu o caso, depois que um cachorro de rua farejou o corpo carbonizado do bebê no lote e o saiu arrastando pelas ruas do bairro. Uma vizinha viu, achou estranho e, ao notar que se tratava de um corpo, acionou a polícia no dia 12 de maio.
A mãe foi presa e encaminhada para uma unidade prisional em Aparecida de Goiânia. Por meio dos laudos, a polícia descobriu que o bebê já estava morto, quando foi queimado. No interrogatório, a mulher disse que não sabia se a criança estava ou não viva, pois não teve coragem de abrir a caixa para se despedir.
O bebê, na verdade, nasceu saudável na Santa Casa de Anápolis e ela o escondeu em casa até o dia em que o queimou no lote baldio.
Até o namorado, que seria o pai da criança, foi enganado. Ele esteve na delegacia, foi ouvido e se mostrou surpreso ao saber que o bebê chegou a nascer. Para ele, a namorada havia dito que a gravidez era indesejada e que, por isso, tinha abortado no sexto mês de gestação.
A mulher relatou à polícia que, do jeito que pegou a criança na alta do hospital, ela a deixou em casa até o dia em que decidiu queimá-la. Em casa, o recém-nascido só recebeu alimento no primeiro dia. A mãe tentou amamentá-lo, mas desistiu e o colocou em um quarto dos fundos, onde o bebê permaneceu por cerca de dois dias, sem receber nada de alimentação.
*Metrópoles
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