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24 de junho de 2026
VÍDEO MOSTRA MOMENTO EM QUE POLICIAIS MATAM JOVEM COM ESQUIZOFRENIA
Brasil
24 de junho de 2026

VÍDEO MOSTRA MOMENTO EM QUE POLICIAIS MATAM JOVEM COM ESQUIZOFRENIA

Brasil – Uma abordagem policial que terminou com a morte de Herick Cristian da Silva Vargas, de 29 anos, voltou à discussão pública após a divulgação de imagens de uma câmera corporal da Brigada Militar. A ação ocorreu em 15 de setembro de 2025, em Porto Alegre, e mostra a sequência completa que levou aos disparos dentro da casa onde Herick morava com a mãe.

Segundo o boletim de ocorrência, a própria mãe de Herick acionou a polícia relatando que o filho estava em surto psicótico e apresentava comportamento agressivo. No vídeo, os policiais entram no imóvel e encontram o jovem sentado no chão, em aparente desorganização, mas sem ameaças físicas iniciais. Os agentes tentam estabelecer diálogo enquanto pedem que ele permaneça sentado.

A situação muda abruptamente. Herick se levanta, encara os policiais e repete: “Atira em mim”. Um dos militares utiliza uma arma de choque, mas a ação não controla o jovem. Minutos depois, Herick avança em direção aos agentes, e quatro tiros são disparados. Ele cai e morre no local, antes da chegada do socorro médico. Familiares gritam e tentam intervir durante toda a ação.

A ocorrência foi registrada como violência doméstica devido ao relato inicial de agressividade. O laudo toxicológico apontou consumo elevado de cocaína, fator que, somado ao quadro de esquizofrenia, teria provocado agitação extrema, segundo a Brigada Militar.

Decisões e datas oficiais:

  • Em 15 de setembro de 2025, ocorreu a abordagem que terminou na morte de Herick.
  • O vídeo da ação passou a circular nas redes sociais em novembro de 2025, gerando grande repercussão e questionamentos sobre a conduta policial.
  • A Polícia Civil concluiu o inquérito em 10 de novembro de 2025, apontando que os policiais agiram em legítima defesa, seguindo protocolos de uso progressivo da força.
  • A avaliação da Corregedoria da Brigada Militar também isentou os agentes, afirmando que houve tentativa de verbalização, uso de arma menos letal antes dos disparos e que a contenção física não foi possível no cenário apresentado.

O caso reacendeu o debate sobre a necessidade de equipes especializadas em crises de transtorno mental e sobre a proporcionalidade do uso de força em abordagens com pessoas vulneráveis em estado de surto.

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